Anti – semitismo Anti – sionismo

Outro dia escutei uma repórter da radio CBN comentando sobre a guerra entre Israel e o Hammas dizer: “A guerra dos judeus contra o Hammas”, tenho a impressão que a moça não tem a menor idéia do que está falando ou achou muito inteligente ou interessante citar judeus em vez de o Estado de Israel.

Os comentaristas e as pessoas em geral muitas vezes representantes de entidades confundem as coisas, talvez por interesse pessoal, talvez por ideologia, talvez por desconhecimento, talvez por ignorância, talvez por política.

O Estado de Israel foi fundado por um movimento sionista para que o povo judeu tivesse um território onde pudessem existir e viver. Eu mesmo estive em Israel em Kibutz no ano de 1972 e 1975. Essa época Israel era um outro país em ascensão, o Kibutz era básico para o crescimento, eram colônias que poderiam ser agrícolas, produtoras de leite e laticínios, industriais e a tecnologia da época. A vida lá dentro era socialista e todos foram responsáveis pelo estabelecimento do país. Esse sionismo funcionava porque havia uma mistura de socialismo e capitalismo, isto é, o capital era importante para a sobrevivência de todos, não era um capitalismo desgovernado em que o interesse é produzir consumidores para que eu enriqueça.

Ora, talvez devido a esse sucesso a voracidade unida com a criatividade e sabedoria levou o país a outro lugar, o de consumir desenfreadamente e criar consumo para suas criações. A ultra direita começa a se apoiar para formar políticos simplistas em que o único desejo é o de poder financeiro (corrupção) e poder político. Perdeu-se o que era o sionismo de origem.

Esse governo israelense atual é um governo de ultra direita extremista que só pensa no seu próprio bolso e poder, perdeu-se a dignidade do povo que queria existir em um território.

Mas veja bem como disse Breno Raigorodsky: “os milhões de pessoas que foram as ruas contra o Netanyahu parecem que foram esquecidos”. Esse governo não é sionista, é simplesmente um governo de extrema direita como qualquer outro, portanto não tem de fato interesse em construir boas relações com seus vizinhos, a guerra os sustenta.

Precisamos separar o que é sionismo do que é esse governo atual de Israel, os próprios judeus ao redor do mundo se confundem, além de uma grande parte da mídia de todos os lados.

Um outro ponto é que de fato os inimigos do povo judeu como o Hammas entre outros são a barbaridade a ser eliminada ou ser afastada ou ser limitada, pois o único objetivo deles é acabar com Israel e o povo judeu.

O ataque onde mataram, estruparam e degolaram mais de 1500 israelenses foi de uma perversidade e crueldade inigualável, assim como a manutenção de reféns inocentes.

Reféns tem que ser liberados, seja lá onde for.

Evidentemente o povo Palestino não tem nada a ver com isso, mas foram transformados perversamente e cruelmente em suporte para o Hammas existir em Gaza. Assim como a ultra-esquerda usa os palestinos para justificar sua ideologia aberrante.

O que de fato precisamos pensar e focar é em como criar um território livre para um estado Palestino e para o estado de Israel. E trabalhar a cabeça de novos políticos de ambos os lados que cooperem com isso e com a vida, chega de morte estúpida.

Os dois povos no fundo precisam um do outro, e isso não é utopia, por enquanto pode estar mais para o desejo, mas desejo realizável se os políticos de ambas as partes fossem mais preocupados com a humanidade.

Rubens Kignel

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